Reportagem, Suely Frota
Reportagem, Suely Frota
Café, Trident e Notebook
O que faz um jornalista recém-formado e desempregado? Bom, para aqueles que não sabem, a tríade café-trident-notebook é uma boa consolação. Pela minha intimidade com o assunto, nota-se que esta tem sido a minha rotina, ultimamente. Meu dia começa assim: acordo, tomo meu café da manhã – que não necessariamente é um café –, assisto os telejornais da manhã e vou para o meu notbook, ler os “jornais” e bater aquele papo com os amigos.
À tarde, quase a mesma coisa, sem televisão – ninguém merece a programação da TV Aberta nas tardes brasileiras. E assim, segue meu dia. Os três companheiros ficam do meu lado o dia inteiro, do café da manhã ao jantar, do acordar ao dormir. De um lado o computador, do outro os velhos companheiros, o café e o chiclete Trident (que dura mais e é sem açúcar, risos).
Essa trupe me ajuda a ocupar a cabeça e não desanimar na procura pelo desejado emprego. O computador me faz sentir mais perto de familiares e amigos, além de me deixar atualizada 24 horas por dia e me mostrar eventuais oportunidades de trabalho. Já o chiclete serve para adoçar meu paladar e enganar o estômago para não comer tanto o dia inteiro. O terceiro, o cafezinho, é meu preferido entre todos, é meu único vício. Tenho que tomar, pelo menos, três xícaras, para me satisfazer e, como diz o bom palavriado, aguentar o tranco.
Bom, esse não era para ser “aquele texto”, o melhor que escrevi. É por que sabem, né? O computador, nessas horas, também serve para escrevermos textos livres, com temas que gostamos, às vezes sobre nada interessante, só para nos ocuparmos e atualizar nossos blogs. Então, é isso. Quem quiser que me acompanhe. Termino esse texto, que escrevi no meu notebook, com um chiclete na boca, esperando a bebida dos deuses (o bom e velho café) ficar pronta na cafeteira.
“Os jornalistas começaram a chegar aqui, em 1959, e foram se instalando e fincando raízes na cidade. A TV Brasília, já estava programada para ocasião, era dos Diários Associados, inaugurou junto com o Correio Braziliense e havia um providenciamento, eu não tenho segurança, se no mesmo dia a TV Nacional já estava operacionalizando. [...] Não havia transmissão direta. Não havia microondas, não havia Internet, a coisa era muito local.” A citação é do pioneiro e historiador Adirson Vasconcelos, foi retirada do livro Luz-Capital - o surgimento das televisões em Brasília contada a partir dos sujeitos da ação: uma história oral que morre diariamente, da jornalista Patrícia Leite, recentemente lançado em Brasília.
o mineiro mais carioca do Brasil: Ruy Castro. Nos livros Chega de Saudade (1990), O anjo pornográfico (1992), Estrela solitária (1995), Ela é carioca (1999), Billac Vê Estrelas (2000), Carnaval no fogo (2003), Carmen (2005), Tempestade de Ritmos - Jazz e música popular no Século XX (2007) entre outros, o escritor, jornalista e biógrafo mostra-se fiel à cultura e ao povo brasileiro. Em seus livros, Ruy Castro retrata com carinho e preciosismo o jeitinho brasileiro de ser.
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promove uma interação entre público e artista. Ou seja, o bailarino expressa para si mesmo e não para o observador. A expressão é individualista, acontece do bailarino para o próprio bailarino. O que gera mais inquietação.Arte, cultura e poesia.