A história começa assim: duas crianças, um menino e uma menina, vão assistir tevê e não acham nada interessante. Resolvem então, brincar, sem querer quebram a televisão, depois adormecem. Não cabe aqui contar a história toda, mas durante os sonhos esses irmãos descobrem que há um mundo de brincadeiras lá fora muito mais interessantes do que a televisão.
Esse cenário conta a história do espetáculo “Coisas de Irmãos”, do grupo Circo Inventado, que tive a oportunidade de assistir. Antes de começar, os autores do espetáculo explicaram que era uma peça “surreal”, mas, para mim, a peça foi muito mais que isso. Cores, sons, brincadeiras, trapézio, criatividade e emoção, tudo mexeu com o imaginário de adultos e, principalmente, das crianças que assistiam o espetáculo.
A simplicidade do cenário e dos palhaços ao contar a história foi o que mais me encantou. Os sons eram criados na hora, em perfeita sintonia com os palhaços. Crianças riam, se encantavam e ainda se identificavam com as cenas que viam: elas queria descobrir também aquele mundo tão fantástico do circo. Ao final, o melhor foi ver as crianças querendo imitar os palhaços, repetindo ações interpretadas pela menina e pelo menino.
Peças como essas alimentam a criatividade e a curiosidade dos pequenos. Mas sua fundamental importância está em mostrar para meninos e meninas de hoje – vidrados em internet, televisão e videogames – que existe um mundo lá fora bem melhor que a tecnologia, um mundo cheio de criatividade, simplicidade, magia e muita brincadeira.
A peça “Coisas de Irmão” é patrocinada pelo Fundo de Apoio a Cultura. A peça estreou no Circo Inventado, localizado na 813 Sul. Passou por vários pontos de Brasília. Dia 20, o espetáculo foi montado no Parque da Cidade, no Parque Ana Lídia. No dia 21, a peça foi apresentada na praça do Relógio, em Taguatinga.
O elenco contou com artistas que mostram e vivem a paixão pelo circo: Léo Leal (menino), Marta Corrêa (menina), Davi Mascarenhas (violão), Dessa Ferreira (percussão). Na direção do espetáculo, Isa Flor. O autor da história? O menino, Léo Leal. O compositor? O violeiro, Davi Mascarenhas. O que mais tenho a dizer? É um bom espetáculo e uma boa viagem ao mundo espetáculo do circo.
Por Suely Frota
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